Inventário
Inventário GHG Protocol: entenda os Escopos 1, 2 e 3
05 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
O GHG Protocol é o padrão mais utilizado no mundo para contabilizar emissões de gases de efeito estufa. Ele organiza as emissões de uma organização em três escopos, e entender essa divisão é o primeiro passo de qualquer estratégia climática séria.
Escopo 1 reúne as emissões diretas: combustão de combustíveis em caldeiras, fornos, frotas próprias, além de emissões fugitivas de refrigeração e processos industriais. São as fontes que a empresa controla operacionalmente.
Escopo 2 corresponde às emissões indiretas associadas à energia comprada — principalmente eletricidade. O fator de emissão da rede brasileira varia mês a mês, o que torna o acompanhamento contínuo mais preciso do que estimativas anuais.
Escopo 3 abrange a cadeia de valor: compras de bens e serviços, transporte e distribuição, resíduos, viagens a negócio, deslocamento de colaboradores, uso e fim de vida dos produtos vendidos. Normalmente representa a maior fatia do inventário e é onde estão as maiores oportunidades de redução.
Na prática, o inventário começa pela definição dos limites organizacionais e operacionais, segue com a coleta de dados primários (notas fiscais de combustível, contas de energia, registros logísticos) e termina com o cálculo por fatores de emissão reconhecidos e a verificação por terceira parte.
Com o inventário pronto, a empresa passa a ter uma linha de base auditável — condição necessária para metas de redução, relatórios ESG e compensação com créditos de carbono de alta integridade.
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